atum espanhol adulterado
O Ministério da Saúde de Espanha confirmou 154 casos de intoxicação por consumo de atum espanhol adulterado, em várias regiões do país e em outros países europeus, incluindo Portugal.

Segundo o jornal "El Mundo", o Ministério da Saúde confirmou, na quarta-feira, 154 casos de intoxicação em várias regiões de Espanha - Andaluzia, Múrcia, Valência, Catalunha, Aragão, Castela e Leão, Madrid e País Basco - e outros países europeus como Portugal, Alemanha, França e Itália.

Dos 154 casos de intoxicação registados devido ao consumo de atum espanhol adulterado, pelo menos 105 estão associados à marca Garciden.

A agência espanhola do consumo, segurança alimentar e nutrição (AECOSAN) informou em comunicado que este ano emitiu 15 alertas devido à presença de elevadas concentrações de histamina no atum, que ocorrem devido a más condições de conservação do pescado e originam intoxicações alimentares, normalmente sem grande gravidade.

Ainda de acordo com o jornal espanhol "El Mundo", a Comissão Europeia manifestou a sua "preocupação" a Madrid no passado dia 14 e solicitou informações sobre o que estava a ser feito para combater as más práticas de manipulação e conservação do atum.

A utilização de substâncias vegetais que dão cor vermelha ao atum para que pareça mais fresco e seja vendido a um preço mais elevado está associada à presença de quantidades elevadas de histamina.

Bruxelas sublinhou que o atum adulterado detetado estava destinado à indústria de conservas.

A agência espanhola do consumo informou que a linha de produção da empresa Garciden está encerrada como medida de precaução. A Guardia Civil está a investigar sete pessoas suspeitas de serem responsáveis pela intoxicação alimentar de 105 pessoas após o consumo de atum desta empresa da província de Almeria, indiciadas por crime de saúde pública com produtos alimentares e falsificação de documentos.

Segundo o Ministério da Saúde espanhol, a intoxicação por atum com histamina não representa um perigo grave para a saúde, manifestando-se através de dores de garganta, vermelhidão, suores, náuseas, vómitos, dores de cabeça e eritema cutâneo.

Fonte: JN 28-09-2017

http://www.elmundo.es/ciencia-y-salud/2017/09/27/59cbc4c246163f38268b45f6.html

 

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