E. coli. Indemnização proposta por Bruxelas desagrada a ministros
Os ministros europeus da Agricultura rejeitaram ontem a proposta de Bruxelas para compensar os produtores lesados pelo pânico provocado pelo surto de E. coli na Alemanha. A Comissão Europeia propôs calcular as compensações com base em 30% do preço de referência dos vegetais nos últimos três anos.

Tudo somado, significaria que os produtores iriam receber sensivelmente um terço dos montantes perdidos com a quebra nas vendas de pepinos, alface e tomate, que em Portugal deverão totalizar esta semana 10 milhões de euros.

A proposta final de Bruxelas só deverá ser conhecida no início da próxima semana, mas ontem, e depois das críticas, o comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, admitiu uma revisão em alta do montante global das indemnizações, inicialmente apontado para 150 milhões de euros.

O ministro da Agricultura, António Serrano, ao lado dos homólogos de Espanha, Holanda e Dinamarca, considerou a proposta de Bruxelas "insuficiente e inaceitável". Os países mais lesados pretendem um ressarcimento entre os 90% e os 100%. Em Espanha, de início apontada como origem da contaminação, estimam-se perdas semanais de 200 milhões de euros. Na Holanda os produtores perdem 80 milhões por semana e, em Portugal, entre 4 e 5 milhões. Outra exigência é que a União Europeia promova campanhas para devolver a confiança aos consumidores.

Deputado espanhol defendeu honra do pepino no Parlamento europeu Na reunião extraordinária dos ministros europeus da Agricultura, que decorreu no Luxemburgo, a principal constatação, revelou ontem ao i fonte oficial da tutela, foi não existirem quaisquer evidências científicas da contaminação de vegetais, sejam pepinos ou rebentos de leguminosas - a última tese avançada por Berlim. O comissário da Saúde John Dalli fez ontem a primeira advertência pública às autoridades alemãs, sublinhando que as informações têm de ser provadas cientificamente antes de serem divulgadas.

Dalli disse ainda que este surto provocado por uma estirpe agressiva de E. coli enterohemorrágica é "um problema alemão e não europeu", não havendo razões para mais medidas do que os alertas ao viajante lançados em todos os países, também em Portugal. Mesmo não sendo um problema europeu, Bruxelas tem ainda de resolver consequências como o embargo russo aos vegetais produzidos na Europa. "Estamos a pedir [a Moscovo] que suspensa a proibição despropositada", disse Dalli. Mas a Rússia esclareceu já que só recua quando for conhecida a origem e os veículos do surto.

tudo na mesma Berlim continua sem conseguir perceber a origem do surto, depois de centenas de análises a vegetais e a produtos como maionese e leite. Apesar da advertência para as repercussões de alertas infundados, o Instituto Robert Koch continua a desaconselhar o consumo nacional de pepino, tomate e alface crus. Pede também "contenção" no consumo de rebentos de leguminosas. Quanto aos vegetais sem suspeitas, devem ser lavados 30 segundos com água quente e pelados. O surto de já matou 25 pessoas. Há 1705 casos em 12 países, todos ligados a contágio na Alemanha.

Fonte ionline 07-06-2011

E. coli: UE promete mais de 150 milhões de euros após protesto de produtores

A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) anunciou nesta terça-feira que subirá a proposta de pacote indemnizatório para fazendeiros europeus que tiveram prejuízo com o surto de infecções pela bactéria E. Coli após a primeira oferta, de 150 milhões de euros (cerca de R$ 348 milhões), ter sido considerada insuficiente.

Produtores de pepinos, tomates e alface de França e Espanha rejeitaram a proposta destinada a cobrir 30% das perdas feita pelo comissário de Agricultura europeu, Dacian Ciolos. "Estou disposto a aumentar a proposta de 30%, mas não acho que nosso orçamento nos permitirá cobrir 100% para todos os produtores", disse ele, que afirmou que uma nova proposta deve ser formulada nos próximos dias.

Produtores de vegetais viram suas vendas cairem por causa do surto, que deixou 24 mortos e mais de 2,4 mil doentes. O Comitê das Organizações Profissionais Agrícolas e Cooperativas na Europa (Copa-Cogeca), órgão que representa os fazendeiros europeus, disse que a crise vem custando 417 milhões de euros (cerca de R$ 966 milhões) por semana ao setor.

A Espanha exige 100% de indemnização da Alemanha pelas perdas sofridas por seus fazendeiros, por causa da acusação, depois retirada pelos alemães, de que pepinos espanhóis eram a origem da bactéria. A Associação de Exportadores de Frutas e Vegetais da Espanha estima perdas de 225 milhões de euros (R$ 521 milhões) por semana.

Rapidez

Ciolos disse esperar que as autoridades alemãs pudessem fornecer respostas rapidamente sobre a origem do surto. "Sem essa resposta, será difícil reconquistar a confiança dos consumidores, que é essencial para que o mercado recupere a força."

Também nesta terça-feira, um especialista da Organização Mundial de Saúde disse à agência de notícias Associated Press que está acabando o tempo para que os pesquisadores alemães encontrem o foco da origem da bactéria. "Se não soubermos quem é o culpado em uma semana, talvez nunca saibamos", disse Guenael Rodier.

Também nesta terça-feira, ministros da Agricultura da União Europeia discutiram a crise em meio a críticas sobre o modo como a Alemanha está lidando com o problema.

Antes do encontro, o comissário da União Europeia para a Saúde, John Dalli, afirmou que o surto de infecções está limitado geograficamente ao norte da Alemanha e não há necessidade de medidas de controle no restante do continente.

Fonte IG 07-06-2011
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