Matança pública do porco em Miranda do Corvo
A Fundação ADFP - Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional - de Miranda do Corvo, criou a Real Confraria com o objectivo de revitalizar e preservar o hábito secular da matança do porco.

Há tradições que os amantes do porco não querem de todo perder, nomeadamente o salgar dos presuntos, o fazer dos enchidos ainda curados ao fumeiro das lareiras. Contudo, é com naturalidade que mesmo as pessoas mais antigas olham hoje para as arcas congeladoras que lhes permitem guardar partes do animal que em tempos tinham de ser salgadas e agora podem ser consumidas frescas.

Matança pública do porco em Miranda do Corvo

Com 58 anos, Fernando Rodrigues aprendeu com o pai, há mais de 35 anos, os segredos que envolvem todo o processo de criação, matança e aproveitamento dos suínos em que quase tudo é comestível. "Julgo que a única coisa que não se aproveita do porco para alimentação é mesmo a bexiga que em crianças enchíamos de ar com a ajuda de uma caninha e a transformávamos numa bola", contou ao JN este funcionário público que nos tempos livres gosta de cuidar da horta e criar uns porcos.

Quando se começou a falar da proibição das matanças em ambiente familiar, Francisco Rodrigues diz que não compreendia, até, porque, sublinha, "tudo é feito com o máximo de higiene e cuidado". "E não fazemos negócio com isto, é apenas para consumo próprio", acrescenta.

Fernando Rodrigues era ontem era um homem satisfeito com a criação da Confraria. E não se fez rogado perante um porco de 120 quilos, criado na quinta ecológica. Depois de o matar, os presentes puderam assistir ao trinchar do animal e a divisão das diferentes partes, nomeadamente as destinadas a ficar dois meses na salgadeira, como os presuntos.

Fonte JN 11-10-2009

Matança pública do porco em Miranda do Corvo

Matança pública do porco em Miranda do Corvo

A Confraria da Matança do Porco em Miranda do Corvo alcançou os seus dois principais objetivos em pouco mais de um ano.

Por um lado, afirmou-se como espaço de cultura e gastronomia e, por outro, mostrou que esta tradição enraizada no mundo rural português ainda tem fortes razões para continuar a existir.

No dia 9, no Parque Biológico da Quinta da Paiva, fez-se a matança pública do porco. No local, esteve inclusive um veterinário para assegurar as normas de higiene e segurança alimentar.

De resto, foi o Grupo Etnográfico Tecedeiras dos Moinhos que assumiu a tarefa, num trabalho de reconstituição histórica.

Seguiu-se a entronização de 18 novos confrades, que se juntaram aos atuais 85 membros, e, por fim mas não menos importante – a refeição.

Fonte as Beiras 11-10-2010

Matança pública do porco em Miranda do Corvo

 

Comentários:

Esta página usa cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao continuar está a consentir a sua utilização.