Casos de Intoxicação alimentar são mais frequentes no Natal e Ano Novo
Casos de intoxicação alimentar são mais frequentes no período do Natal e Ano Novo, segundo os especialistas. “É um tempo em que as pessoas fazem uma quantidade maior de comida, havendo uma chance maior de contaminação”, afirma o médico gastroenterologista do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Pedro Andrade.

Foi em uma festa de fim de ano, em 2008, que a estudante Bruna Bento, 23 anos, teve a experiência de provar uma maionese feita na casa de amigos que lhe rendeu o primeiro dia do ano em um hospital. “Todas as pessoas que comeram da maionese passaram mal. “Eu passei o dia hospitalizada, tomando soro. A partir de então, só como maionese feita em casa”, conta.

De acordo com a nutricionista Joana Lucyk, mestre em nutrição humana e membro do corpo clínico da Saúde Ativa – em Brasília, o primeiro passo para evitar intoxicações é observar a qualidade dos produtos que serão consumidos, prazo de validade e armazenamento. “O refrigerador deve estar regulado com temperatura inferior a 4 graus, para minimizar o crescimento de microorganismos”, orienta a especialista.

A nutricionista alerta ainda que o descongelamento de alimentos em água corrente, microondas ou temperatura ambiente favorecem o crescimento de bactérias. “O correto é transferir do congelador (freezer) para o frigorífico (geladeira) e aguardar o descongelamento natural”, explica Joana.

Entre as bactérias mais comuns nas intoxicações alimentares está a salmonela. A pessoa contaminada por ela pode apresentar até diarreia com sangue, necessitando do uso de antibióticos no tratamento. O período de incubação é de três dias em média.

Pedro Andrade chama atenção sobre os riscos da auto medicação. “Antigamente era comum, em situações assim, as pessoas procurarem uma farmácia e comprarem antibióticos. Nem todas as infecções necessitam desse tratamento, por isso, é importante, de acordo com o quadro clínico, procurar um médico”.

O que fazer com as sobras

É comum as pessoas não consumirem toda a ceia e comer o restante nos dias seguintes. A indicação de Joana, nesses casos, é congelar as sobras imediatamente. O cuidado especial fica por conta dos molhos, que devem ser armazenados em vasilhames separados das carnes. Os pratos quentes devem ser servidos preferencialmente após o cozimento e aquecidos, no mínimo, a 70ºC. “O ideal é que não demorem mais de duas horas para serem servidos”, afirma.

Viagens de férias

O médico Pedro Andrade orienta também sobre as surpresas que os viajantes podem ter quando o destino escolhido é o litoral. Segundo ele, a falta de cuidado no manuseio do alimento – que pode acontecer em qualquer lugar -, por causa do aumento da demanda e pelas particularidades da gastronomia litorânea, os restaurantes estão mais sujeitos à contaminação. “É preciso, sobretudo, estar atento à higiene pessoal e à escolha do ambiente onde a ceia será servida”, alerta o médico.

A bióloga Camila Mesquita, 27 amos, e mais 30 amigos viveram uma experiência, segundo ela, inesquecível na casa de praia da família em Icaraí, no Ceará. Depois de provarem um vatapá de frango preparado para a ceia de ano novo, todos os convidados passaram mal com diarreia e vómito. “Não era comum termos problemas com a comida, mas naquele dia tivemos essa surpresa”, conta.

Para os que desejam passar as festas fora de Brasília, existe a opção da vacina contra a diarreia. Segundo a médica responsável pela Clínica de Imunização Sabinvacinas, Ana Rosa dos Santos, a iniciativa merece uma atenção especial, principalmente para aqueles que pretendem se deslocar para o Norte, Nordeste ou Sudeste. “São lugares que possuem alimentação bem diferenciada e que o organismo pode não se adequar. Felizmente já temos uma vacina para evitar esse tipo de situação”, conta a médica.

Bactérias

Existem muitos tipos de bactérias que podem causar uma intoxicação alimentar. Os tipos mais comuns, segundo os especialistas, são: estafilococos, shigella, salmonela e escherichia coli. No caso de contaminação por estafilococos, dentro de quatro horas a pessoa começa a sentir náuseas, vómito, diarreia.

Fonte Clicabrasília 11-12-2010

 

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