Consuma menos alimentos e viva mais!
Esse é o novo desafio da ciência na busca para prolongar a vida: como consumir menos calorias sem usar uma dieta de fome!

Os mesmos efeitos do baixo consumo de calorias, que prolonga a vida em animais, podem ser obtidos sem uma "dieta de fome", segundo estudo do Instituto Nacional de Envelhecimento dos EUA.

Os pesquisadores então analisaram um estudo que durou 25 anos, e descobriram que os homens que viveram mais apresentavam os mesmos biomarcadores, mas com uma dieta normal. Isso sugere que há outras modificações de estilo de vida que podem trazer os mesmos benefícios da restrição calórica.
Descobrir quais são essas modificações é o próximo passo da pesquisa. Não se sabe se a restrição - que implica em consumo de calorias entre 30% a 50% menor que o ideal - aumenta a longevidade humana. Não estão sugerindo que as pessoas deixem de comer para viver mais. O objetivo é justamente encontrar caminhos alternativos para isso.

O estudo não esteve voltado para diminuir a ingestão calórica, mas para bolar drogas que atuem sobre o metabolismo.

Alto risco - Não é à toa que há tantas pesquisas sobre obesidade. Um estudo mostra que um pequeno excesso de peso - 2 quilos a mais - basta para aumentar o risco de morte por insuficiência cardíaca.

O estudo, publicado num grande e conhecido jornal inglês, mostrou que o excesso de peso, por si só - sem estar associado a pressão alta e diabetes -, é responsável por 11% dos casos de insuficiência cardíaca em homens e de 14% em mulheres. Essa é mais uma boa razão para perder peso.. Cerca de 61% dos adultos dos EUA são considerados obesos pelo estudo. E 13% das crianças e 14% dos adolescentes têm excesso de peso.

Diversos trabalhos feitos com ratos e com outros animais já sugeriram que o consumo de uma quantidade menor de calorias corresponde a uma vida mais longa, e as três características mencionadas anteriormente vêm sendo encontradas nas espécies sob regime de restrição calórica. Apesar disso, ainda não está claro se esses fatores são importantes em macacos ou humanos, informaram pesquisadores do Instituto Nacional do Envelhecimento, um dos departamentos dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

Ainda não se sabe exatamente quais são os fatores ambientais e genéticos levam os homens a apresentar as características que simulam a restrição calórica. No entanto, parece que elas estão relacionadas à longevidade e são "um caminho que merece ser investigado", concluíram os autores do estudo.

Fonte uol 29-10-2011

 

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