China vai reajustar padrões alimentares para garantir a segurança do setor
Segundo as informações publicadas pelo Ministério da Saúde da China, o país vai rever os padrões alimentares que atualmente vigoram no país. Nesse sentido, os padrões de segurança e qualidade dos produtos agrícolas comestíveis e as normas de higiene do alimento serão reapreciados.

As repetições, contradições e o cruzamento entre os diversos sistemas serão aperfeiçoados. Esta medida tem grande significado na garantia futura da segurança alimentar.

Nos últimos anos, surgiram muitos incidentes relacionados à segurança alimentar na China. Os setores da saúde têm elaborado inúmeros estudos sobre os padrões alimentares ideais. O 12º Plano Quinquenal dos Padrões Nacionais de Segurança Alimentar sugere a análise comparativa nos índices englobados na área da segurança alimentar e qualidade dos alimentos, além de procurar esclarecer e eliminar os atuais padrões inadequados. A funcionária do gabinete de coordenação global de segurança alimentar e supervisão de saúde da China, Qin Xiaoning, afirmou que o documento vai resolver as seguintes questões:

"Existe atualmente uma grande rede de normas de segurança dos produtos agrícolas comestíveis e de higiene alimentar. No entanto, os padrões adotados têm muitas partes repetidas e há um confuso cruzamento de regras. Além disso, existem também carência de algumas normas ou índices importantes, sem os quais não se pode satisfazer as exigências de supervisão da segurança alimentar. A base científica e a racionalidade desses padrões devem também ser melhoradas."

Neste momento, as normas nacionais alimentares que regulam os alimentos, aditivos alimentares ou produtos relacionados, são constituídas por uma lista de cerca de 1900 itens. A estes se somam 1200 itens das normas regionais e 3100 itens das normas industriais. Neste cenário, as contradições e repetições dos itens são um grande problema para as empresas e os reguladores do setor.

O plano nacional de segurança alimentar prevê, portanto, um reajustamento geral dos padrões alimentares atuais. Segundo Qin Xiaoning, baseado na experiência ganha noutros países e no aumento das justificações científicas das medidas a adotar, o novo sistema de padrão alimentar garantirá a saúde do povo e estará mais ajustado à realidade do país.

"O plano apresentado exige a aceleração do reajuste dos padrões atuais. Antes do final de 2013, vamos apresentar conclusões e sugerir soluções, e até 2015 o trabalho de reajuste terá de estar terminado."

A China vai formular novos padrões em produtos como carne, cereais, óleos e gorduras comestíveis, vinho, condimentos, produtos como feijão e bebidas, antes do final de 2015. Ao mesmo tempo, vai dar ênfase à elaboração de novos métodos de análise que detectem poluentes, micróbios, resíduos de pesticidas, além de medicamentos e aditivos alimentares.

De acordo com a apresentação de Qin Xiaoning, esse processo terá em conta as sugestões deixadas pelo público no site do Ministério da Saúde, o que vai de encontro ao desejo de incluir a população chinesa no debate e transformação de uma área tão importante como é a área da segurança alimentar.

Fonte CRi Online 01-20-2012

 

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