Aplicação da Apple deteta alimentos
Uma aplicação gratuita da Apple que deteta alimentos "inseguros" na China oferece aos já mais de 200 mil utilizadores uma lista de "marcas perigosas" e os "pontos geográficos" preocupantes, noticia hoje um jornal de Hong Kong.

Lançada no final do mês passado, a aplicação, que tem batido recordes de "downloads" exibe milhares de produtos que foram denunciados por terem sido quebradas regras de segurança alimentar, assim como fotos ilustrativas relativamente à escala e a gravidade dos problemas associados aos artigos.

Quatro horas após ter ficado disponível na loja 'online' de aplicações da Apple, o programa - China Survival Guide" (Guia de Sobrevivência na China) - chegou ao topo de "downloads" efetuados na categoria "médica", tendo-se tornado, somente três dias depois, na aplicação gratuita "número um", de acordo com a edição de hoje do diário "South China Morning Post".

A aplicação elenca todos os escândalos alimentares que têm sido expostos e lista-os em categorias como ovos, vegetais e leite, cobrindo milhares de alimentos e locais onde se sabe que os problemas têm crescido. As marcas dos produtos referenciados estão classificadas conforme o potencial de risco envolvido.

O criador da aplicação, cidadão chinês, gerente de produtos de 'software' de segurança na Internet da empresa Kingsoft, denunciou ainda, no seu microblogue, que "nenhum homem de negócios foi punido com graves condenações e nenhum funcionário renunciou ao cargo depois dos escândalos da segurança alimentar" na China.

Segundo o jornal, esta não é a primeira vez que um cidadão chinês confronta os problemas que deram origem na China a falsificações alimentares.

Em junho do ano passado, Wu Heng, estudante da Universidade de Xangai, criou a página eletrónica www.zccw.com , em que eram listadas mais de 2.400 violações à segurança alimentar registadas desde 2004.

Um dos casos mais notórios ocorreu em 2008, quando dezenas de empresas produtoras de produtos lácteos contaminaram leite infantil com melamina, um químico tóxico utilizado na produção de plásticos, que afetou cerca de 300 mil bebés, causando a morte a seis.

Fonte acorianooriental 11-06-2012

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