Investigadores da UC descobrem nova utilização para os resíduos da casca de ovo
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) encontrou uma solução para os milhares de resíduos de casca de ovo produzidos anualmente em Portugal. A solução passa pela transformação destes resíduos num novo aditivo que pode ser utilizado para correção de solos.

Após três anos de uma investigação que teve início com base num problema prático da indústria de ovoprodutos, a equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), liderada por Margarida Quina, conseguiu obter uma “mistura equilibrada", através do recurso a resíduos de casa de ovo, casca de batata, relva e casca de arroz.

Esta mistura permite a correção dos solos com défice de alguns nutrientes, tais como o cálcio, e permite corrigir solos contaminados por metais pesados, como o chumbo.

Segundo Margarida Quina, este novo composto “poderá, em larga medida, substituir aditivos químicos habitualmente usados como corretivos de solos”.

A próxima etapa da investigação passa por avaliar interação do composto com o solo, o seu papel na descontaminação e a compará-lo com outros compostos sem casca de ovo.

Fonte: UC - Universidade de Coimbra


Estudo: Resíduos de casca de ovo usados para corrigir solos

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra encontrou uma solução para os milhares de resíduos de casca de ovo produzidos anualmente em Portugal, transformando-os num novo aditivo para correcção de solos.

Iniciado há três anos, a partir da colocação do problema pela indústria nacional de ovoprodutos, o estudo da Universidade de Coimbra (UC) permitiu a obtenção de uma «mistura equilibrada», recorrendo a resíduos de casa de ovo, casca de batata, relva e casca de arroz.

A mistura obtida, segundo uma nota divulgada pela UC, possui propriedades correctivas dos solos com défice de alguns nutrientes, nomeadamente cálcio, e é capaz de remediar solos contaminados por metais pesados, como o chumbo.

O novo composto «poderá, em larga medida, substituir aditivos químicos habitualmente usados como correctivos de solos», sustenta Margarina Quina, coordenadora do estudo.

«Em Portugal, há uma indústria intensiva de produção de derivados de ovo, que se encontra em fase de expansão, e ela própria tem dificuldades em calcular a quantidade exacta de resíduos produzidos», alertou.

Ovo líquido, em pó, em spray e cozido descascado são alguns dos produtos saídos da indústria nacional de ovoprodutos, que consome por dia «mais de um milhão de ovos», refere a docente do Departamento de Engenharia Química da UC.

Até há pouco tempo, resíduos de casca de ovo podiam ser depositados em aterro sanitário, mas decorrente de legislação comunitária já não é possível, sendo agora incorporados em compostagem.

«Porem, não há estudos sobre as quantidades de casca de ovo e dos outros resíduos que devem ser usadas na mistura da compostagem; no fundo, não se sabe qual o impacte ao nível dos solos», alertou a investigadora.

A casca de ovo é «essencialmente inorgânica» e «revela boas capacidades como substância absorvente de metais», daí as vantagens do seu uso na descontaminação e recuperação de solos que perderam as suas características e se tornaram demasiado ácidos, explicou.

«Estamos a resolver um problema ambiental, de resíduos industriais, e a criar um composto para corrigir, melhorar, os solos», sublinhou Margarida Quina.

Agora, os investigadores estão a avaliar a interacção do composto com o solo, o seu papel na descontaminação e a compará-lo com outros compostos sem casca de ovo.

Fonte: Lusa

 

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