Risco de presença de Ocratoxina A nos cereais de pequeno almoço
Pesquisadores da Universidade de Idaho, nos EUA testaram amostras de vários cereais de pequeno almoço na venda a retalho para determinar a presença da toxina fúngica ocratoxina A (OTA), constatando que alguns produtos à base de aveia continham níveis indesejavelmente altos daquela toxina.

Os investigadores analisaram 489 amostras de cereais fabricados a partir de milho, trigo, arroz e aveia, usando a técnica analítica de cromatografia líquida de alto rendimento (HPLC) para a deteção da OTA. Os resultados demonstraram que 42% das 205 amostras estavam contaminadas com a toxina em níveis entre os 0,10 ng/g e os 9,30 ng/g.

A maior parte das amostras testadas apresentaram níveis de OTA abaixo do limite regulamentar da UE de 3 ng/g, no entanto, foram detetados níveis superiores a este limite em 16 amostras de cereais à base de aveia. A OTA é produzida por fungos do género Aspergillus. É uma toxina potente que afeta os rins, sendo também um provável agente cancerígeno. Os investigadores referem que uma maior vigilância de OTA em aveia ajudaria a reduzir o risco para a saúde do consumidor.

QUALI.PT 21-03-2015

 

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