Portuguese Coffee – blends of stories
Todas as marcas que exportam café vão incluir nas embalagens de café o selo “Portuguese Coffee – blends of stories”.

A indústria do café quer promover o típico expresso português fora de portas e criou um selo que será impresso nas embalagens de café vendidas pelas marcas nacionais no estrangeiro. O dístico “Portuguese Coffee – blends of stories”, apresentado nesta quarta-feira no Porto pela Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), servirá para “diferenciar este produto” e facilitar às empresas de torrefação “um melhor acesso aos mercados internacionais”.

“O lançamento deste selo surge da necessidade de existir uma marca ou elemento aglutinador da indústria que permitisse a diferenciação do café expresso português em detrimento a bebidas expresso de outras origens”, refere a AICC, em comunicado. A associação acredita que pode preservar este “património nacional” através do novo dístico ao ajudar o consumidor estrangeiro a reconhecer facilmente o produto.

“Com esta iniciativa inédita estamos a possibilitar ao consumidor a facilidade de reconhecimento deste tipo de café. Por outro lado, nos mercados externos, será sempre uma forma de conhecerem também a tradição portuguesa e, assim, poderem depois pedir o nosso café nos seus países de origem, facilitando a decisão de compra”, disse Rui Miguel Nabeiro, presidente da AICC e que também é administrador do grupo Delta Cafés.

Portugal importa mais de 186 milhões de euros de café, sobretudo verde, que depois transforma (em café torrado). Vietname, Brasil e Uganda são os principais fornecedores. No ano passado, as exportações de café atingiram cerca de 62 milhões de euros, o valor mais elevado desde, pelo menos, 2006 (crescimento de 175% entre 2006 e 2015). As vendas para o estrangeiro, diz a AICC, “têm vindo sempre a aumentar e, dado o interesse que os meios de comunicação social têm demonstrado pelo ‘nosso’ café e com o turismo crescente a apreciar cada vez mais o ‘café português’, parece que temos ainda mercado para crescer”.

Fonte: Público 17-02-2016

 

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