O mundo segundo a Monsanto (Le Monde Selon Monsanto)
Autora de vários documentários premiados, a jornalista francesa Marie-Monique Robin levou três anos a investigar a empresa Monsanto (a maior empresa de transgénicos do mundo) ao longo dos quais analisou centenas de milhares de páginas de documentação e entrevistou dezenas de especialistas sobre a matéria em todo o mundo.

O resultado é um filme que identifica os efeitos nefastos dos seus produtos no meio ambiente, ao mesmo tempo que desmascara a forma como estes vão sendo aprovados por organizações como a Food and Drug Administration (FDA).

http://www.imdb.com/title/tt1189345/

O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO (LE MONDE SELON MONSANTO)
Documentário de Marie-Monique Robin
Duração: 1:48:57
Ano: 2008

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O livro - O mundo segundo a Monsanto

O mundo segundo a Monsanto: best-seller que inquietou a França. Livro, que revela lado dito obscuro da principal fabricante de sementes transgénicas.

O mundo segundo a Monsanto Contrabando de sementes. Manipulação de dados científicos. Suicídios por ingestão de herbicidas. Propostas de suborno a entidades sanitárias reguladoras. Todos estes fatos chocaram o público europeu quando a jornalista francesa Marie-Monique Robin exibiu, no início do ano, um documentário em que conta a história da Monsanto, empresa americana fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM). Resultado de três anos de pesquisa em diversos países, entre eles o Brasil, o filme ‘O Mundo segundo a Monsanto’ foi exibido pela TV franco-alemã Arte, e ganhou versão homónima em livro, que rapidamente se tornou um best-seller na França com mais de 80 mil exemplares vendidos, e com direito de tradução negociados para mais de 10 idiomas em países da Europa, América e Ásia.

Na obra, Marie-Monique Robin retoma a trajectória da empresa sediada em Saint-Louis (Missouri, EUA), desde seu envolvimento no Projecto Manhatan, que deu origem à bomba atómica, passando pelo agente laranja, desfolhante utilizado na Guerra do Vietname, até os dias actuais, que a Monsanto apresenta seus OGMs como arma no combate à fome mundial.

O Brasil é contemplado, em especial, no capítulo “Paraguai, Brasil, Argentina: a República Unida da Soja”, em que a autora relata o ingresso desse cultivo nesses países, que estão hoje entre os maiores produtores do mundo, por meio de uma política de fatos consumados que obrigou as autoridades brasileiras e paraguaias a legalizar centenas de hectares plantados com grãos contrabandeados.

Marie-Monique Robin O livro mostra os perigos do crescimento das plantações de transgénicos, com propriedades genéticas de 90% das sementes OGM patenteadas pela Monsanto. Essa hegemonia coloca a multinacional norte-americana no centro do debate sobre os benefícios e os riscos do uso de grãos geneticamente modificados. Robin relatou que tentou em vão obter respostas da Monsanto para todas essas interrogações, mas que a companhia decidiu “não avaliar” a pesquisa que deu origem ao livro e ao documentário.

Sobre a autora

Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa e independente, é autora de livros como Voleurs d’organes, enquête sur un trafic (Bayard, 1996), Escadrons de la mort, l’école française (La Découverte, Paris, 2004) e L’école du soupçon. Les dérives de la lutte contre la pédophilie (La Découverte, Paris, 2006). Além de directora de diversos documentários premiados internacionalmente, como “Esquadrões da Morte: A Escola Francesa”, que trata da Operação Condor, para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70.

Resposta da Monsanto

A empresa publicou em seu site, no Brasil, um comunicado sob o título "Documentário francês tenta denegrir imagem da Monsanto".

O documento rebate denúncias do filme de Robin, a quem acusa de "confundir o público" e "colocar os eventos fora de contexto".

A empresa nega que seus testes de segurança sejam insuficientes e diz que as avaliações de risco de seus produtos "se estendem por muitos anos".

Nega também, uma a uma, as acusações de que teria omitido dados de segurança que pudessem prejudicar seus produtos, como o PCB. A Monsanto "voluntariamente parou de produzir PCBs", afirma, "oito anos antes de a EPA (Agência de Protecção Ambiental) dos Estados Unidos bani-los, em 1979".

Sobre o herbicida Roundup, a multinacional norte-americana diz que o produto tem "mais de 30 anos de história de uso seguro" e que "alguns activistas já fizeram testes científicos falsos para desafiar este grande recorde de segurança".

A Monsanto também nega usar tráfico de influência sobre governos. "Na realidade, a demanda para pessoas competentes com vasta experiência no segmento é sempre grande", diz o comunicado. "Estamos certos de que a maior parte dos funcionários do governo comporta-se com a mais alta integridade, independentemente da empresa ou segmento ao qual estiveram afiliados no passado."

Segundo a autora, nunca conseguiu nenhuma resposta por parte dos representantes no Brasil, apenas "sem comentários". A única frustração que a jornalista parece ter agora é pelo fato de ainda não ter conseguido ser processada pela Monsanto.

 
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