Atrazina
A PANNA - Pesticide Action Netwok - divulga no seu site, referindo-se à Syngenta como a maior corporação de pesticidas no mundo e a responsável pela invenção da atrazina. Informa ainda que a Syngenta continua a ser a defensora mais agressiva deste produto químico extremamente perigoso e tóxico.

Com sede na Suíça, a Syngenta tem o controle monopolista sobre agrotóxicos cada vez mais global, bem como forte presença no mercado de sementes.

A atrazina é um produto que rendeu à Syngenta um crescimento de seu lucro líquido da ordem de 75% em 2007, e outros 40% em 2008. A partir de 2008, a Syngenta passou a controlar quase um quinto do mercado mundial de agroquímicos.

A atrazina, está proibida na Suíça, país de origem da Syngenta e em toda Europa, desde 2004, devido a preocupações com a contaminação da água. Segundo A PANNA a empresa tem usado os seus bolsos para minar a integridade científica, intimidar cientistas independentes, e influenciar as decisões regulamentares nos E.U. A.

A Pesticide Action Netwok, informa que a atrazina passou por recente revisão realizada pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos da América – EPA, onde a Syngenta realizou mais de 50 reuniões a portas fechadas com os administradores da agência.

A atrazina é um dos herbicidas mais utilizados nos E.U. A, e é encontrada em 70% da água analisada naquele país, mais frequentemente do que quaisquer outros pesticidas. Estima-se que sete milhões de pessoas foram expostas a atrazina na água potável entre 1998 e 2003.

No outono de 2009, a EPA deu início a uma nova revisão da atrazina, em função da exposição generalizada do público e, ainda, em função da existência de um crescente corpo de evidências, indicando ser este agrotóxico prejudicial à saúde humana, mesmo em exposição a baixos níveis Este processo de revisão está aberto.

Atrazina e saúde humana

A presença generalizada da atrazina no ambiente constitui um risco para os seres humanos, fauna e ecossistemas. O produto químico é conhecido por ser um potente disruptor endócrino, interferindo na atividade hormonal de animais e seres humanos em doses extremamente baixas.

O Dr. Tyrone Hayes e outros cientistas conduziram pesquisas com rãs onde puderam demonstrar que uma exposição menor que 0,1 partes por bilhão pode causar efeitos graves na saúde, incluindo uma espécie de castração química.

Estudos mostram que a atrazina pode também influenciar o sistema reprodutivo humano, diminuindo a contagem de espermatozóides e aumento das taxas de infertilidade.

A atrazina tem sido associada ao elevado risco de vários tipos de cancro, incluindo o linfoma não-Hodgkin, cancro de mama e de próstata. Ela, também, pode retardar o desenvolvimento das glândulas mamárias e induzir o aborto em roedores de laboratório. Um corpo crescente de pesquisas com a atrazina demonstram a ocorrência de defeitos congénitos como fissura palatina, espinha bífida e síndrome de Down. Estudos epidemiológicos indicam que níveis muito baixos de exposição através da água contaminada durante períodos-chaves da gravidez pode interferir no desenvolvimento do feto.

http://www.panna.org/atrazine

Fonte Pesticide Action Network

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