Atrazina
Segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA), a atrazina é aplicada às culturas (em especial o milho, sorgo e cana de açúcar) antes e após o plantio, para controle de ervas daninhas de folha larga e gramíneas. Ela é usada mais intensamente no Centro-Oeste em culturas agrícolas, mas também é aplicada aos gramados/relvados residenciais, particularmente na Flórida e no sudeste.

Problemas ligados à atrazina tinham sido notícia anteriormente. Pesquisas mostraram que provoca anomalias sexuais em sapos e os químicos também a associaram ao cancro da próstata em trabalhadores de uma fábrica de atrazina.

Então porque é ainda amplamente utilizada? Infelizmente, a EPA tem feito pouco para resolver a crescente evidência de que a atrazina é prejudicial aos seres humanos, bem como animais. No outono passado a agência anunciou que iria iniciar uma nova avaliação do produto químico em 2010 que pode levar meses ou anos para ser concluído. Enquanto isso, toneladas de atrazina continuarão a ser pulverizadas sobre as culturas e gramados/relvados - e as mães e os seus bebés em gestação continuarão a ser expostos a este químico cusador destas anomalias graves e que podem ser fatais.

No resto do mundo

O Conselho da União Europeia revogou a autorização das formulações fitofarmacêuticas que contêm atrazina (Directiva 2004/248/CE do Conselho de 10 de Março de 2004). Esta decisão deveu-se ao facto de existir um risco de contaminação das águas subterrâneas com atrazina, e produtos da sua degradação, em concentrações que excedem os 0,1 µg/l. Em quatro Estados-Membros da UE (Portugal, Espanha, Reino Unido e Irlanda), foi concedida uma prerrogativa à directiva comunitária (Directiva 2004/248/CE do Conselho de 10 de Março de 2004), autorizando-se o uso de atrazina até ao final de 2007. Até à referida data a atrazina deveria ser banida do mercado da UE.

Portugal

Em Portugal, de acordo com a pregorrativa concedida à directiva comunitária, a atrazina ainda faz parte da lista de produtos com venda autorizada, sendo comercializada, simples ou em mistura com outros herbicidas, sob várias designações comerciais (Primextra Gold, Gesaprime, Graminex A, entre outras) e para aplicação exclusiva em culturas de milho. Também em Portugal a atrazina é um dos pesticidas mais frequentemente detectados em águas superficiais e subterrâneas de regiões agrícolas.

Em Portugal a empresa Bayer continuava a vender (data da publicação deste artigo - 22/02/2010) herbicidas com atrazina como o Graminex e o Lasso MT nomeadamente para ser utilizado em culturas de milho.

Produtos com Atrazina

GRAMINEX (ainda na cache do Google 18 Mar 2010)

LASSO MT (ainda na cache do Google 18 Mar 2010)

Brasil

No Brasil o uso da atrazina é comum

O Brasil ocupa posição de destaque mundial na venda de pesticidas, sendo que o consumo de herbicidas corresponde a quase metade do volume total de vendas. Dentro desse cenário, a atrazina é um herbicida bastante utilizado, principalmente, no controlo de ervas daninhas associadas à cultura do milho. No Brasil, a atrazina é registada para diversas culturas anuais e perenes, tais como: milho, cana-de-açúcar, sorgo, café, cacau, banana, chá, abacaxi, seringueira e sisal. É vendida em várias fórmulas e marcas como se pode ver na tabela em baixo.

Para além do perigo do consumo da água e dos vegetais expostos á atrazina, outro perigo é o peixe que se possa consumir e que foi contaminado pela mesma, nomeadamente a tilápia, tão comum nos famosos "pesque-e-pague" brasileiros, existentes na maior parte das vezes junto a zonas agrícolas.

Marca Comercial (Prod. Técnicos)
Nº Registro
Registrante
Clas. Tóx.
Atranex A
4994
Agricur De
III
Atrazin Té
998388
Syngenta
III
Atrazin Té
5294
Milenia Ag
III
Atrazina T
496
Nortox S.
III
Atrazina T
1078600
Sipcam A
III
Atrazina T
896
Dow Agro
III
Atrazinax
3238300
Bayer Cro
III
Atrazine T
178500
Syngenta
III
Atrazine T
1888288
Milenia Ag
III

m.2) Produto(s) Formulado(s) - Uso agrícola:

Marca Comercial
(Prod. Formulado)
Nº Registro
Registrante
Clas. Tóx.
Actiomex 500 SC
497
Action S.A.
IV
Agimix
5388
Milenia Agro Ciências S.A.
II
Alaclor + Atrazina SC Nortox
11601
Nortox S.A.
I
Alazine 500 SC
7600
Agricur Defensivos Agrícolas Ltda.
III
Alliance WG
3997
Bayer CropScience Ltda.
IV
Atranex 500 SC
1695
Agricur Defensivos Agrícolas Ltda.
III
Atrasimex 500 SC
2396
Agricur Defensivos Agrícolas Ltda.
III
Atrazina Nortox 500 SC
596
Nortox S.A.
III
Atrazinax 500
1828789
Bayer CropScience Ltda.
III
Boxer
1898701
Monsanto do Brasil Ltda.
I
Controller 500 SC
2097
Dow AgroSciences Industrial Ltda.
IV
Coyote
1797
Milenia Agro Ciências S.A.
II
Extrazin SC
2008690
Sipcam Agro S.A.
III
Gesaprim  GrDa
5496
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
III
Gesaprim 500 Ciba-Geigy
378599
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
IV
Guardsman
5200
Basf S.A.
I
Herbimix SC
828789
Milenia Agro Ciências S.A.
III
Herbitrin 500 BR
2008389
Milenia Agro Ciências S.A.
III
Laddok
8197
Basf S.A.
I
Posmil
3697
Milenia Agro Ciências S.A.
IV
Primagram Gold
800
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
I
Primaiz 500 SC
2095
Bayer CropScience Ltda.
III
Primaiz Gold
700
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
I
Primatop SC
1578388
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
III
Primestra Gold
8399
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
II
Primóleo
2308794
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
IV
Proof
2999
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
IV
Sanson AZ
7997
Ishihara Brasil Com. Ltda.
IV
Siptran 500 SC
2398589
Sipcam Agro S.A.
III
Trac 50 SC
602
Atanor do Brasil Ltda.
III
Triamex 500 SC
508789
Bayer CropScience Ltda.
III
ANVISA

FONTE Alimentação Viva

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