Cuidado com os cogumelos silvestres
A Associação de estudo de cogumelos, EcoFungos, chama a atenção para o perigo da ingestão de cogumelos silvestres sem despistes adequados. A toxicidade destes fungos pode levar à morte.

A Ecofungos alerta que «o consumo de cogumelos silvestres pode provocar a morte, ou consequências futuras de insuficiência renal ou hepática. Pode provocar gastroenterites graves e desidratações igualmente graves», escreve a Lusa.

A associação refere que «só devem ser consumidos cogumelos silvestres que não criem a mínima dúvida sobre a sua comestibilidade» e que caso exista «uma dúvida, por mais pequena que seja, os cogumelos devem ser rejeitados imediatamente».

As «mesinhas caseiras» também não valem: «A utilização de um alho ou de uma peça de prata na cozedura dos cogumelos para despistar a sua toxicidade são erradas e levam a conclusões erradas sobre a espécie que está a ser cozinhada», pois «a única forma de saber se um cogumelo é ou não comestível faz-se após cuidada análise e correcta identificação do mesmo».

Um dos fungos que tem conduzido aos casos grave de intoxicações é a espécie «amanita phalloides», que tem três características fundamentais que a distingue de outras espécies comestíveis: lâminas são brancas, o pé tem anel e a base do pé tem uma volva branca (saco que envolve o pé).

Tailandeses estão a evoluir bem. Família de Bragança está estável

Numa semana, houve dois casos de envenenamento com cogumelos. Um grupo de imigrantes tailandeses , no Montijo, e uma família de Bragança.

O estado de saúde dos quatro imigrantes internados em diferentes hospitais do país «está a evoluir favoravelmente», tendo apenas um deles necessitado de um transplante de fígado.

O estado de saúde dos três elementos de uma família de Bragança , também envenenados pela ingestão de cogumelos, todos internados, não sofreu qualquer agravamento, estando todos conscientes.

Segundo a directora da Urgência, a avó, internada na unidade de cuidados intermédios, está estável do ponto de vista clínico, apesar de continuar a ser o caso mais grave. A filha e o genro continuam internados na Urgência, também em situação estável. Do ponto de vista emocional estão «muito abalados», pelo que o hospital disponibilizou acompanhamento psicológico.

A mais nova desta família, uma menina de cinco anos, foi submetida na segunda-feira a um transplante de fígado. A operação correu bem.

Fonte TVI 23-11-2010

 

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