Surto infeccioso na Alemanha já fez dez mortos e centenas de doentes
O surto infeccioso na Alemanha, provocado pela bactéria Escherichia coli (EHEC), já matou dez pessoas. As autoridades acreditam que o foco de infecção continua activo porque o número de pacientes que apresenta sintomas graves não pára de aumentar. Centenas de pessoas estão doentes.

O balanço era de duas mortes na quinta-feira, quatro na sexta e outras quatro no sábado – embora as do fim-de-semana ainda não tenham sido confirmadas pelo Instituto Robert Koch (RKI), o órgão encarregue do controlo sanitário e da luta contra as doenças. Das dez vítimas apenas uma é do sexo masculino.

A bactéria foi detectada em pepinos importados de Espanha, vendidos no mercado central de Hamburgo, e estará na origem de todas estas mortes, dizem as autoridades alemãs. A EHEC provoca o Síndrome Hemolítico Urémico (SUH), uma doença potencialmente perigosa que provoca diarreias com sangue. A variante extremamente agressiva da bactéria leva a falhas no sistema renal e afecta o sistema nervoso.

O surto é “um dos maiores descritos de SUH no mundo e o maior alguma vez verificado na Alemanha”, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, com sede na Suécia. “Enquanto os casos de SUH são normalmente observados em crianças com menos de cinco anos, neste surto 87 por cento são adultos, com uma clara predominância de mulheres (68 por cento)”, conclui o Centro Europeu.

A bactéria já foi identificada noutros países, como a Suécia, Dinamarca, Holanda e Reino Unido – sempre em pessoas que estiveram na Alemanha. E a propagação da infecção não chegou ao fim, alertou um cientista da Universidade Munster, Helge Karch, em declarações à BBC. “É possível que haja infecções secundárias durante este surto. Este tipo de infecções é contagioso e pode ser evitado. É por isso que temos de fazer os possíveis para uma melhor higiene pessoal”, disse Karch.

Entretanto, as autoridades sanitárias austríacas anunciaram ontem ter retirado de venda pepinos, tomates e beringelas de 33 lojas que adquiriam os seus produtos na Alemanha, por sua vez comprados em Espanha.

Na quinta-feira, o Ministério da Agricultura português informou que Portugal não foi indicado pelas autoridades europeias e alemãs como sendo país de destino dos pepinos espanhóis que poderão estar na origem do surto infeccioso.

Fonte Publico 29-05-2011
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