ASAE encerra local de confecção das refeições para a prisão das Caldas
A ASAE encerrou, na passada semana, o local de confecção das refeições de uma empresa que fornece o Estabelecimento Prisional das Caldas e que provocou descontentamento na comunidade de reclusos que denunciaram esta situação em cartas anónimas.

Contactada a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), a entidade confirma a intervenção. Já o gabinete de imprensa do Ministério da Economia, que tutela a entidade, declara que o assunto está em análise.

A ASAE veio às Caldas da Rainha a pedido da Autoridade de Saúde Pública das Caldas, que realizou uma vistoria à sede da empresa na Rua Henrique Sales, depois das cartas anónimas dos reclusos, enviadas ao JORNAL das CALDAS e que foram publicadas a denunciar a má confecção dos alimentos.

Contactados os serviços da Direcção Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), foi garantido que “sistematicamente são efectuados controlos das refeições fornecidas em todos os estabelecimentos prisionais, quer ao nível da quantidade, quer da qualidade, bem como a sua conformidade com o caderno de encargos”.

No âmbito desta actividade e relativamente a uma refeição, confeccionada em unidade produtiva da empresa fornecedora, o Estabelecimento Prisional, “solicitou a intervenção da autoridade sanitária competente, a qual procedeu à recolha de uma amostra dessa refeição”.

A DGSP “vai accionar os mecanismos contratualmente estabelecidos, conformes à legislação em vigor, referentes à desconformidade detectada”.

Mesmo depois do encerramento da empresa, “as refeições aos reclusos estão asseguradas, continuando a DGSP a exercer um controlo rigoroso da sua qualidade, quantidade e conformidade com o caderno de encargos”.

A delegada da Autoridade de Saúde Pública das Caldas confirmou entretanto que as análises realizadas às colheitas de alimentos da refeição rejeitada pelos reclusos e uma outra colheita no âmbito da vistoria, registaram “contaminação por falta de higiene na manipulação de alimentos”.

A mesma fonte garantiu no entanto que “não foi detectada nenhuma bactéria grave” para a saúde pública.

Fonte da autoridade de saúde pública lamentou que a intervenção da ASAE não tenha sido comunicada a nenhuma entidade, nem mesmo a quem a solicitou, tendo sido confirmada a sua presença por via não oficial.

Fonte Jornal das Caldas 07-07-2011

 

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