Empresários: aumentar IVA na restauração é uma catástrofe
Empresários da hotelaria nacional contestaram hoje uma eventual alteração do IVA no sector, argumentando que a medida é «um tiro nos pés» e uma «catástrofe», com reflexos num dos sectores com mais peso nas exportações nacionais.

De acordo com José Theotónio, do Grupo Pestana, uma eventual subida nas taxas de IVA «è um tiro nos pés» no sector do turismo, um dos que mais exportação gera a nível nacional, sendo que pelo aumento das exportações passa a recuperação económica do País, lembrou. O mesmo responsável sustenta que o turismo «tem ainda a vantagem de ser exportador e consumido no próximo país».

«Gera aqui receitas de IVA e mais nenhuma exportação gera IVA, o IVA é pago nos países para onde se destinam. Não faz nenhum sentido tomar uma medida que vai tirar competitividade a um setor que toda a gente pensa que pode ajudar na recuperação económica», frisou o responsável de um dos maiores grupos hoteleiros nacionais.

A questão do eventual aumento do IVA foi um dos temas em debate hoje, durante o 23.º Congresso Nacional da Associação da Hotelaria de Portugal que reúne cerca de 300 congressistas até amanhã, na Figueira da Foz.

Já Luís Veiga, da Natura Hotels, apelida de «catástrofe» a eventual subida das taxas de IVA no alojamento e frisa que para os empresários que trabalham com o mercado internacional a eventual alteração «é prejudicial» para 2012 «porque vai ter margens mais reduzidas, num cenários em que as margens já estão reduzidas».

Apesar da direcção da Associação de Hotelaria de Portugal ter considerado hoje, na abertura dos trabalhos, o preço como «o factor mais determinante» na procura turística, os pequenos empresários defendem que é a diferenciação do produto que pode gerar valor acumulado.

«Somos um pequeno país e acho que a nossa aposta tem de ser na diferenciação. A temática do preço não deve ser a matéria de fundo para o desenvolvimento turístico português», disse à agência Lusa Gonçalo Alves, do empreendimento Areias do Seixo.

Embora considere «significativo» o impacto do eventual aumento do IVA, este empresário, que possui uma unidade hoteleira de dez quartos na zona Oeste, perto de Santa Cruz, defende que Portugal tem de «ousar conseguir criar valor, sistematicamente» nos produtos turísticos.

«Essa parece-me ser a saída de uma crise que o país atravessa mas que eu sinto que o turismo não atravessa com a mesma intensidade», argumentou.

Fonte Diário Digital / Lusa 10-10-2011
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