
A investigação recentemente efetuada pela DECO revela condições de conservação e higiene impróprias em hambúrgueres já preparados à venda nos talhos.
Para o estudo, foram analisados hambúrgueres de vaca de 25 talhos de Lisboa e do Porto e os resultados foram alarmantes: conservação a temperaturas elevadas, adição não declarada de sulfitos (substância alergénia) para melhorar a aparência da carne, deteção de bactérias potencialmente perigosas.
A exposição a temperaturas elevadas associada a más práticas de higiene na preparação contribuem para um aumento exponencial da carga microbiana e rápida decomposição. Neste estudo foram detetadas temperaturas elevadas (superiores a 2ºC) em 92% das amostras, sendo a temperatura média de venda de 8ºC.
Em 84% das amostras foram obtidos resultados microbiológicos não satisfatórios, com números superiores a 1 milhão por grama de produto, com a presença de bactérias intestinais, potencialmente causadoras de toxinfeções alimentares como a Salmonella e a E. coli, revelando deste modo uma má higienização e conservação dos produtos.
Em 80% das amostras foram detetados sulfitos. Esta substância é um conservante que quando adicionado à carne melhora a sua aparência. Para poder incluir este aditivo, o alimento deve conter 4% de cereais ou outros vegetais, pelo que, no estudo, foram pedidos hambúrgueres sem cereais ou outros vegetais. Os sulfitos são alergénios, com consequências graves para grupos mais sensíveis, podendo a ausência de declaração da presença desta substância ter graves efeitos na saúde em determinados indivíduos.
A DECO desaconselha assim a compra de carne picada e hambúrgueres já preparados no talho. O Consumidor deve solicitar a peça de carne e pedir depois para a picar ou picá-la em casa.
QUALI, 23/01/2017
A exposição a temperaturas elevadas associada a más práticas de higiene na preparação contribuem para um aumento exponencial da carga microbiana e rápida decomposição. Neste estudo foram detetadas temperaturas elevadas (superiores a 2ºC) em 92% das amostras, sendo a temperatura média de venda de 8ºC.
Em 84% das amostras foram obtidos resultados microbiológicos não satisfatórios, com números superiores a 1 milhão por grama de produto, com a presença de bactérias intestinais, potencialmente causadoras de toxinfeções alimentares como a Salmonella e a E. coli, revelando deste modo uma má higienização e conservação dos produtos.
Em 80% das amostras foram detetados sulfitos. Esta substância é um conservante que quando adicionado à carne melhora a sua aparência. Para poder incluir este aditivo, o alimento deve conter 4% de cereais ou outros vegetais, pelo que, no estudo, foram pedidos hambúrgueres sem cereais ou outros vegetais. Os sulfitos são alergénios, com consequências graves para grupos mais sensíveis, podendo a ausência de declaração da presença desta substância ter graves efeitos na saúde em determinados indivíduos.
A DECO desaconselha assim a compra de carne picada e hambúrgueres já preparados no talho. O Consumidor deve solicitar a peça de carne e pedir depois para a picar ou picá-la em casa.
QUALI, 23/01/2017
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