E. coli
Um grupo de cientistas desenvolveu um novo método de ensaio “dois em um” para detecção de E. coli e suas toxinas.

Actualmente, as empresas de processamento de alimentos têm de aplicar dois métodos, um para a detecção de E.coli e outro para a detecção de toxinas, já que as toxinas poderão estar presentes mesmo após a morte daquelas bactérias.

Este procedimento é relativamente moroso, já que os resultados estão disponíveis apenas ao fim de 3 a 5 dias do início da análise.

Alguns cientistas da USDA Agricultural Service in Albany, Califórnia, trabalharam no sentido de desenvolver uma metodologia que resultasse na obtenção simultânea dos dois resultados.

Em Março de 2010, o coordenador do projecto, John Mark Carter apresentou os resultados desta pesquisa no Encontro Nacional da ACS (American Chemical Society).

John Carter explicou como a metodologia desenvolvida tornaria mais fácil o processo de combate à E.coli.

“Encontrar algumas bactérias E.coli numa enorme amostra de carne de vaca é como encontrar uma agulha num palheiro. Este novo método faz com que a “agulha” seja muito mais fácil de encontrar, em comparação com os métodos de referência actuais. No entanto, os processos de amostragem e sensibilidade do método têm ainda de ser melhorados.”

Apesar de John Carter admitir que ainda é necessário aperfeiçoar esta metodologia, acredita que esta tem potencial para fazer, no futuro, uma grande diferença.

O grupo de cientistas trabalha em colaboração com a Corporação LUMINEX no sentido de comercializar estes testes e esperam que em breve os mesmos sejam adoptados pelas agências governamentais envolvidas na inspecção/fiscalização alimentar, bem como pelos processadores de carnes.

“O nosso método pode ser aplicado nas próprias empresas de processamento de carnes para testar os produtos numa fase pré-venda, o que resultará na redução da frequência de doenças de origem alimentar, redução dos processos de “recall” e melhorar a saúde pública, reduzindo simultaneamente os custos do controlo analítico dos produtos alimentares ”, afirmou John Carter.

Uma das principais vantagens desta metodologia é a poupança de tempo, já que os resultados poderão ser obtidos em apenas 24h, em comparação com os 3 a 5 dias necessários pela aplicação dos métodos existentes.

O novo teste, usa placas microscópicas contendo um corante fluorescente, revestido por anticorpos que se ligam a proteínas ou antigenes das bactérias de E.coli presentes e às duas principais toxinas produzidas por aquelas bactérias. Na realização do teste, as placas são misturadas com a amostra do produto a ensaiar e posteriormente separadas e processadas por um equipamento, com identificação das placas que se ligaram aos antigenes de E. coli.

Este grupo de cientistas está agora a desenvolver a aplicação deste teste para detecção de Salmonela e Listeria.

QUALI.PT 30-03-2010


 

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