OMS culpa Internet por falhas na gripe A
Informações falsas, especulação e rumores difundidos pela Internet dificultaram o trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) na gestão da pandemia de gripe A e sobretudo na aceitação da vacina contra o H1N1. Este é um dos argumentos apresentados ontem pelo coordenador Keiji Fukuda para justificar o que correu mal, na reunião de peritos convocada pela própria OMS para avaliar as falhas na gestão da pandemia.

Um diagnóstico partilhado pelo director-geral da Saúde, Francisco George. Aliás, o responsável revelou ao DN que já iniciou uma avaliação à forma como se geriu a pandemia em Portugal. "Estamos a ultimar um relatório que terá um capítulo dedicado à avaliação", disse ao DN. E nele também concluíram que a importância dos novos media foi subestimada - sobretudo "no empolamento de opiniões" sobre a doença que não tinham fundamento científico.

"Concluímos que é necessário estudar este fenómeno para perceber melhor como comunicar" numa nova era. Uma era em que a informação viaja mais rapidamente por correio electrónico, blogues e redes sociais na Internet do que pelos canais oficiais. E é muito difícil corrigir as ideias erradas depois de começarem a circular na Net, admite.

gripe a H1N1 vacina A forma como as autoridades comunicaram informação sobre a doença foi o tema debatido ontem pelos peritos, que têm a missão de avaliar se houve ou não um exagero à volta da gripe A. O comité de 29 especialistas de todo o mundo termina hoje a primeira conferência, em Genebra, mas não se esperam conclusões em breve. Até porque a OMS continua em alerta pandémico, apesar de o vírus H1N1 praticamente ter desaparecido nas últimas semanas.

Um dos temas mais polémicos que o comité vai analisar é a acusação de que a OMS exagerou a gravidade desta nova gripe sob influência das farmacêuticas. Sobretudo quanto à necessidade de vacinas. Isto, porque muitos países ficaram com milhões de doses por utilizar, como aconteceu em Portugal.

O Ministério da Saúde (MS) comprou seis milhões de doses à farmacêutica GlaxoSmithKline, por 45 milhões de euros, e até ao final de Março tinham sido utilizadas cerca de 700 mil, com uma adesão claramente inferior ao esperado. A ministra Ana Jorge negociou a devolução de dois milhões de doses mas sobram mais de três milhões - algumas serão utilizadas na próxima estação da gripe, mas o MS quer devolver mais.

"As campanhas antivacinação complicaram a tarefa das autoridades de saúde pública", admitiu ontem Keiji Fukuda. Basta lembrar os vídeos de uma freira espanhola e de uma antiga responsável finlandesa sobre os perigos da vacina, que encontraram um público vasto na Internet.

FONTE DN 14-04-2010

 
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